Conhecer Jesus

Conhecer Jesus

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaias 9 :6)


“Eu, o Senhor, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão e te guiarei, para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas”. (Is. 42: 6-7)


“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu.”  (João 1:1,10)


E então, quem foi realmente Jesus, o Cristo, tão falado por Isaías e por João Batista? Pouco antes do Natal, tivemos em nossa casa diversos estudos sobre o significado do nascimento de Jesus. Nesse período em que relembramos aqueles dias, pudemos parar para analisar esse episódio tão importante de nossa História. Mas, para realmente nos envolvermos com o sentimento verdadeiro do Natal, procuramos estudar um pouco mais, para entender quem é, de fato, o Cristo.

Hoje, quando lembramos de Jesus ou pensamos nele, logo remetemos ao Natal, ao seu nascimento. Mas seu trabalho começou muito antes de sua chegada à Terra. Teve início com José, Moisés (libertando o povo do Egito) e depois com o profetas: Eliseu, Daniel, Jeremias, Obadias e tantos outros. Cerca de 5000 espíritos o ajudaram nesse trabalho de preparação do povo para a sua chegada, foi uma preparação dos corações das pessoas. Nenhum desses profetas que vieram antes de Jesus eram espíritos puros, mas eram humildes, caridosos, fraternos…

Uma pessoa humilde, por exemplo, naquela época, era novidade, porque não existia isso. Não que a virtude não existisse, mas não havia ninguém humilde encarnado, para quem as pessoas pudessem olhar e reconhecer a humildade. E esse ciclo se termina com João Batista, o último profeta antes de Jesus.

Só que se criou, hoje, uma cultura difícil, onde Jesus é retratado como uma personagem, um ser distante. Antes, ele era visto como uma pessoa como outra qualquer, porém carinhoso, meigo, amigo. Mas muitos dos relatos dos evangelistas se transformavam.  E hoje, esses escritos parecem confusos, obscuros, difíceis de ler e não conseguimos enxergar o homem Jesus, enxergamos o Mestre, o Filho de Deus; como se só ele fosse o filho de Deus.

É importante entendermos Jesus, mas não esse Jesus que nos é transmitido, mas sim o verdadeiro, aquele que nasceu num estábulo, na presença de simples pastores, e não num palácio.  Temos que entender quem é o Espírito Jesus e o que ele nos proporcionou, só assim conseguiremos absorver sua mensagem e realmente segui-lo, compreendê-lo.

Ele não foi o homem que morreu na cruz para pagar nossos pecados, mas Ele é o homem que nos ensinou como superá-los, como deixarmos de errar, de ter esses sentimentos negativos.

Como sabemos, Jesus é o único espírito puro que conhecemos e Ele habita nos páramos celestiais, e esse tipo de espírito tem uma felicidade que não se restringe a aquisições materiais. Não, não é isso. A felicidade deles é fazer os outros felizes. E foi assim que Jesus, se compadecendo de nós, fez um planeta, mas um planeta que não era para Ele habitar. Era para um grupo de espíritos que estavam expiando seus erros e resgatando o passado habitarem.

Ele não veio para se mostrar, para dizer “olhem como sou puro”. Jesus veio para que nós pudéssemos seguir seu exemplo, um novo modo de viver, uma filosofia nunca antes vista; uma renovação de atitudes.

Durante o ano, quando lembramos de Jesus, se lembramos, é em abril, na Páscoa, e em dezembro, no Natal. Mas o que seria o Natal sem a vivência cristã? O Natal é um convite ao envolvimento com nossos benfeitores e é também um momento para realizarmos a análise dos ensinamentos deixados por Jesus, para vivenciá-los.

É claro que hoje não podemos vê-lO pessoalmente, ter esse contato físico com Ele, conversar, ouvi-lO fisicamente. Mas podemos vivenciar o que Ele nos deixou, porque é o sentimento que nos liga a Ele. Para que, um dia, consigamos estar em Sua companhia. Com certeza, só assim, seremos felizes realmente.

por Maria Fernanda

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