Antes de sua partida, Jesus orientou aqueles que o acompanhavam com Seus ensinamentos transcendentais: não levar ouro nem prata, nem mesmo outra túnica; jamis receber algo em troca do que ofertarem; sempre confiar em Deus, principalmente, nos momentos difíceis; buscar as pessoas pelo sentimento para lhes ensinar o Evangelho… E para difundir o evangelho não basta apenas falar dele, dizer como ele é bonito. É necessário vivenciá-lo, exemplificar o que se fala, porque é com exemplo, mais do que com as palavras, que demonstramos a real importância dos ensinamentos de Jesus e da reforma íntima. Não adianta falar para uma pessoa fazer ou ser de determinada forma, se nós mesmos não somos nem fazemos o que pregamos. Só assim, vivenciando o evangelho é que conseguiremos conquistar aquele Amor que Jesus tanto nos falou, exemplificou e vivenciou.
Mas, o que seria o Amor? Será que é aquele sentimento entre homem e mulher, e que muitas vezes é confundido com a paixão? Não! O Amor é um sentimento muito maior - é a reunião de todas as virtudes e valores.
Os valores são sentimentos que nos levarão às virtudes. Quem exercita o valor da simplicidade, por exemplo, está no caminho da virtude da Humildade. Mas para conquistar a condição de espírito humilde, é preciso cultivar outros valores, como o desapego e o ocultar-se, aquela postura sublime de se apagar diante do bem que fazemos…
Nesse caminho, a lista de valores é muito extensa: fidelidade, austeridade, contentamento, honestidade, serenidade, respeito, não-violência, renúncia, sacrifício pessoal, sabedoria. São sentimentos que podemos cultivar no nosso cotidiano, em pequenas atitudes.
O livro Jóias da Alma, escrito por André Luiz Lopes Sant’Ana, ajuda muito a entender melhor a conquista desse sentimento do Amor verdadeiro. A história conta as aventuras de Rashid, um jovem persa que sonhava em conquistar tesouros, palácios e outras riquezas fantásticas. Certo dia, seu anjo protetor decidiu lhe dar uma lição e anunciou que seus pedidos foram atendidos: naquela noite, eles sairiam em busca de um tesouro valiosíssimo.
No começo da jornada, o jovem Rashid ainda pensa estar em busca de ouro e diamantes, mas, aos poucos, ele é conduzido por diversas situações em que brilham os sentimentos mais puros. Em cada episódio da aventura, ele entra em contato com uma “jóia” diferente. Aqui, é a generosidade de um padeiro que busca ajudar aos mais necessitados, de todas as formas. Ali, é a fé, demonstrada por uma jovem mãe que confia em Deus no momento mais difícil. Ou então, a humildade de um médico que, apesar de famoso e renomado, se oculta ao máximo para ajudar comunidades carentes. Enfim, depois de exemplos como esse, Rashid acabou percebendo de quê tesouro seu anjo estava falando: era o Amor, a reunião de todas as virtudes.
A história de Rashid é uma ficção, mas todas as situações podem ser encontradas na vida real a todo momento e praticadas por nós mesmos. O verdadeiro Amor, é assim… um sentimento nobre, bom , bem diferente do apego. É querer bem a pessoa, que pode ser um amigo, uma amiga, uma mãe, um pai, um familiar…
E só há uma maneira de conquistá-lo: vivenciando a todo momento essas virtudes e valores em nosso dia-a-dia.
por Maria Fernanda
Muito emocionante ler um artigo escrito por vc.
Realmente, se conseguirmos em nosso cotidiano seguir os ensinamentos do Mestre, estaremos no caminho correto.
Mas fiquei com uma dúvida: como podemos demonstrar o querer bem a alguém na conquista do verdadeiro amor?