De um simples agradecimento pela fertilidade do solo e da colheita, ao período mais conturbador do ano. O carnaval, que significa carne nada vale, teve início com os gregos que festejavam a farta colheita. Com o tempo, suas comemorações se uniram às dos romanos e, logo após, foram inseridos, nestas festividades, bebidas alcoólicas e práticas sexuais. Com o passar do tempo, cada região festejava de uma forma diferente, de acordo com seus costumes. Mas essa “festa” passou de uma simples brincadeira para ser o pior momento do ano (psíquica e energeticamente, falando), em que os desvarios, os prazeres, sensações e impulsos são potencializados ao máximo, onde parece não haver pudor e o mínimo de bom senso das pessoas.
Não precisamos ser espíritos evoluídos ou em missão para percebemos que, quando essa data se aproxima, o clima da cidade começa a mudar, tudo parece ficar mais perigoso, mais tumultuado, as pessoas parecem fazer mais “loucuras”.
Falando nisso, de acordo com o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, psicografia de Divaldo Franco, pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda, a psicosfera, ou seja, a atmosfera espiritual da cidade fica quase irrespirável.
Nesta obra, Manoel Philomeno narra como foi o trabalho dos espíritos para tentarem socorrer e ajudar os foliões.
Os espíritos “montaram”, no Campo de Santana (um local que parece um parque com área verdes no Rio de Janeiro, próximo ao sambódromo), um pronto-socorro. Um dos casos que mais me chamou a atenção foi de um grupo de jovens que, embriagados, sofreram um acidente de carro e desencarnaram. Quando os espíritos foram socorrê-los, havia um grupo de espíritos perseguidores, que queriam vampirizá-los, isto é, “sugar” as energias das vítimas. Felizmente, essas intenções foram dissipadas pela oração feita pelo coordenador do grupo, mas os jovens tiveram uma morte muito brusca e, como estavam alcoolizados, se tornaram suicidas inconscientes.
Nesse período, também aumentam em larga escala os casos de obsessões, como esse. Preferindo momentos de “alegrias” e prazeres falsos, as pessoas dão brechas enormes a espíritos que querem seu mal. Sem falar que no momento de “brincadeiras”, se nos permitirmos nos envolver com a festa, acabaremos nos ligando a esses espíritos. Eles nos seguem e, durante o sono, vamos com eles para onde eles queiram nos levar.
E essas influências ocorrerem principalmente conosco, jovens, pois queremos nos divertir, “curtir a vida”, aproveitar as festas. Dentro desse contexto, estimulados pela moda, por regras de comportamento, acabamos nos envolvendo mais facilmente, e fica mais difícil resistirmos às tentações das bebidas e drogas, que nesse período aumentam muito.
É muito importante nós, jovens, sabermos como devemos aproveitar a vida e não deixarmos para amanhã o que podemos fazer hoje. Nesse mesmo livro, tem um caso de dois casais amigos que ingressam na doutrina espírita e resolvem “curtir” o último carnaval. Só que o quê eles não sabiam é que um grupo de espíritos contrários havia tramado a morte de um dos casais. No plano cruel, o outro casal também sofreria junto no “pacote”. Dessa vez, o esforço dos espíritos responsáveis por estas pessoas conseguiu evitar a tragédia.
Então, por que arriscarmos nossa vida, nossa saúde física e mental por minutos de falsas alegrias? Aproveite esse período do carnaval para se envolver com os bons espíritos. Ainda que o nosso pensamento não esteja de acordo com as loucuras e os excessos praticados nessa comemoração, devemos lembrar que os ambientes estão impregnados com energias irradiadas por espíritos de frequência baixíssima.
Entre em contato com a natureza, evite andar pelas ruas e assistir certos programas de TV (pois a TV também é um meio de transmissão de energias) . Enfim, preserve sua saúde mental, psíquica e, principalmente, sua vida.
por Maria Fernanda Furtado